Nunca é demais sublinhar que ter uma presença forte e estratégica nas redes sociais é fundamental para alavancar o seu negócio de ecommerce.

A maioria do seu público-alvo (para não exagerar e dizer a totalidade) terá pelo menos uma rede social que gosta de utilizar e na qual criou um perfil.

Assim sendo, se a sua empresa apostar nas redes sociais para comunicar o seu negócio online e encontrar dessa forma potenciais clientes, irá sem dúvida conseguir bons resultados, incluindo vendas!

A pensar nas potencialidades que as redes sociais têm para fazer crescer o seu projeto de ecommerce, identifico de seguida 30 erros muito comuns que a maioria das empresas continua a cometer.

Procure refletir naqueles com os quais se identifica e tente abordar a sua presença nas redes sociais de outra forma, com base nas nossas recomendações.

Índice

1. Pensar que a presença nas redes sociais não necessita de uma estratégia

Se pensa que ter uma presença de sucesso nas redes sociais acontece por acaso, sem muita pesquisa, muita dedicação, muito tempo e muito planeamento, pense outra vez!

Uma presença nas redes sociais, que se pretende relevante e que alavanque o seu negócio de ecommerce, necessita de ser estratégica e de estar alinhada com a estratégia global da empresa.

Muitas marcas continuam a tratar as redes sociais como algo “à parte”, mas isso é um erro. As redes sociais têm um potencial incrível para gerar notoriedade de marca, criar comunidades, gerar interação e aumentar as vendas online.

Para isso ser possível comece por trabalhar numa estratégia, onde deverá incluir pelo menos a definição detalhada das suas personas, a análise da sua concorrência, as necessidades em termos de produção de conteúdos, os objetivos, as temáticas principais, tipo de publicações (imagem ou vídeo) planificadas num calendário editorial, tom da comunicação, identificação de influenciadores e integração com os restantes esforços de marketing (como por exemplo com o email marketing).

2. Não definir objetivos claros para a sua presença nas redes sociais

Deve existir um motivo bem definido para a sua empresa estar presente numa rede social. Assim que criar um perfil numa rede social e começar a fazer publicações, tem de saber exatamente o que espera obter como retorno desse esforço.

Lembre-se que para realizar essas publicações nas redes sociais vai precisar que alguém que, pelo menos, as pense, planeie, escreva os textos, prepare o design das imagens, agende as publicações, monitorize os resultados e interaja com a comunidade.

Este é o fruto do trabalho de uma, duas ou até três pessoas. Por isso, como parte da sua estratégia para as redes sociais, dedique tempo a definir de forma SMART os seus objetivos – defina exatamente o que pretende alcançar, de forma realista e relevante e em que intervalo de tempo, de forma a conseguir medir o seu progresso.

Apenas quando souber onde quer chegar é que irá conseguir definir o melhor caminho para lá chegar.

3. Criar perfis em todas as redes sociais e depois deixá-los ao abandono

Pensa que vai ter tempo e conteúdos autênticos para alimentar uma página de Facebook, um Instagram, um Twitter, um canal de YouTube e ainda o LinkedIn?

Sempre que deixar uma rede social ao abandono poderá ter pessoas a deixar comentários, nomeadamente negativos, que por lá ficarão sem resposta.

Além disso, uma rede social sem atividade poderá confundir os seus visitantes: será que aconteceu alguma coisa a esta empresa, terá fechado? Não transmite uma imagem de credibilidade e confiança perante potenciais e até atuais clientes.

Seja realista na hora de definir em que redes sociais quer estar presente: quantas redes sociais tem capacidade de gerir com os recursos de que dispõe? E não se esqueça do mais importante: qual é o seu público-alvo e em que redes sociais é mais ativo! Não faz muito sentido, por exemplo, o seu produto ser para pessoas com mais de 55 anos e criar uma conta de Instagram para comunicar com elas.

4. Publicar exatamente o mesmo conteúdo em todas as redes sociais

Apesar de entender as dificuldades que as empresas enfrentam para produzir conteúdos para a redes sociais, não deixo de insistir para que não se partilhem os mesmos conteúdos em todas as redes, da mesma forma.

Qual será o interesse que tem para os utilizadores seguirem uma marca em várias redes sociais se o que vão ver é sempre o mesmo conteúdo?

Além disso, o Facebook e o Pinterest são melhores a gerar tráfego para o website e o Instagram é uma rede mais visual e pode ser usada para partilhar a cultura da empresa, os produtos a serem utilizados em contexto ou para partilhar conteúdos produzidos pelos utilizadores.

Se apenas tem o mesmo conteúdo para partilhar, adapte-o, dimensionando corretamente as imagens para cada rede e reescrevendo o copy. Por exemplo, se no Instagram fez um post sobre uma sessão fotográfica, nas Insta Stories coloque algumas fotos/vídeos dos bastidores e no Facebook crie um carrossel com essas imagens já editadas a ligar para o website.

Desta forma, cada rede social contribui para comunicar, acrescentando perspectivas diferentes à história, em vez de repetir o que já tinha sido partilhado. Cada um destes pontos de contacto, se for assim utilizado, irá contribuir para aumentar a interação com a sua marca, alavancando as suas vendas online.

5. Esquecer-se que as redes sociais devem ser sociais (e não um canal de comunicação unilateral)

As redes são chamadas de sociais porque permitem criar comunidades e gerir as mesmas, interagindo de perto com os seus clientes e potenciais clientes. Nas redes sociais pode visualizar o perfil dos seus seguidores e ficar a conhecer melhor os seus interesses antes de responder a um comentário ou mensagem, por exemplo.

Muitas empresas ainda abordam as redes sociais como um local para “despejar” passatempos, descontos e promoções, achando que essa é a maneira correta de aumentar as suas vendas através deste canal. Depois disso, muitas nem respondem aos comentários, nem interagem com a comunidade, mesmo quando alguns utilizadores perguntam qual é o preço de determinado produto.

Use as redes sociais para criar uma comunidade, para criar ligações com os seus clientes e potenciais clientes. Comunique antes de mais a sua visão, os seus valores, a sua história, a sua proposta de valor. Dê a conhecer à sua comunidade aquilo em que acredita e o que defende, preparando-as (ou “aquecendo-as”) para comprar os seus produtos quando estiverem preparadas.

6. Pensar que os utilizadores de redes sociais as usam para ver as suas publicações

Este erro vem no seguimento do anterior. As pessoas usam as redes sociais para conversar com amigos e familiares, para partilharem sobre os seus interesses, para se informarem, para se divertirem e também para descobrirem novas marcas e produtos, sem dúvida. Mas esta descoberta é idealmente feita de forma natural e autêntica.

Se a sua marca souber estar nas redes sociais e conseguir juntar-se à conversa de forma relevante, irá conseguir mais interações e mais seguidores, porque os utilizadores vão ter um interesse real em ouvir o que tem para dizer.

Se a sua comunidade valorizar o que partilha e se identificar com os seus conteúdos, irá com certeza lembrar-se da sua marca quando estiver pronta para comprar.

7. Abordar as redes sociais com uma mentalidade offline

Tal como no início dos websites muitas empresas, em vez de produzirem conteúdos próprios para o meio digital se limitavam a colocar online os PDFs dos seus catálogos, hoje em dia muitas marcas perpetuam essa abordagem, agora nas redes sociais.

As fotografias e os vídeos para redes sociais devem ser tudo menos as fotografias das suas sessões fotográficas de catálogo. Ninguém tem interesse em seguir fotografias de catálogo no Instagram ou no Pinterest.

As redes sociais são um ecossistema ideal para comunicar, trocar ideias, experiências, partilhar informação, conhecer pessoas e marcas novas. Os seus conteúdos digitais devem ser produzidos seguindo esta lógica. Se quer aumentar as suas vendas online, demonstre que sabe movimentar-se no mundo online e que sabe fazer a ponte para o mundo offline, caso tenha lojas físicas ou organize eventos.

Toda esta experiência deve ser coerente para os utilizadores, no entanto o que ainda acontece é que muitas marcas têm uma postura online e outra totalmente diferente offline. Procure unificar toda a comunicação, encorajando a que todos os departamentos da empresa trabalham em conjunto com o departamento de ecommerce para que possa atingir os seus objetivos de vendas.

8. Acreditar que em 2019 é fácil conseguir ter milhares de seguidores em pouco tempo

De acordo com as mais recentes estatísticas da Brandwatch, publicadas em janeiro deste ano, existem mais de 60 milhões de páginas de empresas ativas no Facebook e 75% dessas marcas pagam para promover os seus posts.

De acordo com o mesmo estudo, 40% dos utilizadores não gostam de nenhuma página de empresa, sendo a publicidade paga a única forma de comunicar com eles.

Já o estudo do Hootsuite sobre o Instagram, publicado no início de março deste ano, demonstrou que existem mais de 25 milhões de perfis de empresas ativas nesta rede. No entanto, 71% dos utilizadores (a nível mundial) têm menos de 35 anos, pelo que tem de avaliar se estar presente nesta rede social é relevante para o seu negócio online. Se for, saiba que 50% dos utilizadores do Instagram seguem marcas, o que é um enorme potencial para encontrar clientes para os seus produtos.

Em cada uma destas redes sociais, são publicados milhões de conteúdos por dia.

Com toda esta competição por atenção, que apenas tende a aumentar, conseguir atenção para si, bem como seguidores, é uma tarefa cada vez mais difícil. É preciso ter estratégia, consistência e muita perseverança para construir e fazer crescer a sua comunidade de seguidores e transformá-los em clientes.

Além do mais, não se prenda muito a esta “métrica de vaidade”. Claro que é importante ter uma comunidade grande a apoiar a sua marca, mas mais importante é criar uma verdadeira ligação com os seus seguidores, gerando muitas (e relevantes) interações, que se traduzam em vendas diretas ou assistidas.

9. Comprar seguidores, especialmente se não forem o seu público-alvo

Este erro também vem no seguimento do anterior. Se comprar seguidores não é uma boa prática, então se forem seguidores que nem sequer pertencem ao seu público-alvo, imagina que vai alcançar bons resultados? Vai alcançar apenas um: uma comunidade que não interage, que não é relevante e que não vai comprar os seus produtos.

O Facebook permite-lhe fazer anúncios para adquirir mais seguidores. No entanto, conforme o mercado, a qualidade do seu anúncio e a sua segmentação, entre outras coisas, há mercados mais baratos e outros mais caros. Se tiver 100€ para adquirir seguidores, vai conseguir dezenas de milhar se forem da Argélia, do Nepal ou do Bangladesh, mas apenas algumas centenas (ou menos) se forem da Alemanha, da Holanda ou do Reino Unido.

Acredito que seja tentador ter nas suas redes sociais vários milhares de seguidores, para aumentar a credibilidade e a força da sua marca. Mas atualmente consegue-se facilmente descobrir de onde são oriundos esses seguidores. E por muito baratos que sejam, como não vão gerar qualquer resultado, não são mais do que um desperdício do seu dinheiro.

10. Não responder aos comentários ou às mensagens dos seguidores

Conseguir que os utilizadores comentem em publicações do Facebook ou do Instagram é tarefa também cada vez mais difícil. Não estou a falar de passatempos, de temas polémicos, de publicações de celebridades, nem daqueles comentários falsos que se notam ser feitos por programas que de forma automática comentam publicações quase sempre da mesma forma “nice”, “like it”, love this”, “this is great”, “love your profile”, etc.

Assim, é particularmente frustrante verificar que certas marcas não interagem com comentários verdadeiros nas suas publicações, muitas vezes até quando são utilizadores a perguntar o preço do produto, ou onde o podem comprar.

Sem dúvida que muitas das vezes essa informação já está na publicação, mas isso não interessa, nem aos utilizadores, nem ao algoritmo do Facebook.

Se recebe comentários reais nas suas publicações, nem que seja a perguntar o óbvio, interaja e responda. Faça diferente e não responda “também” o óbvio: aproveite a oportunidade para partilhar mais informação, links ou o que desejar. Aproveite para comunicar!

11. Preparar os conteúdos de comunicação da empresa sem ter em conta as especificidades das redes sociais

Se é já complicado ter capacidade, recursos financeiros, humanos e de tempo para produzir conteúdos para a sua empresa, então quando o fizer garanta que tem bem planeadas todas as necessidades de produção de conteúdos, incluindo para as redes sociais.

As redes sociais têm uma linguagem própria, o que inclui as imagens e os vídeos utilizados. Siga várias contas no Facebook, no Instagram, no Pinterest ou no Twitter, de marcas suas concorrentes e aspiracionais, tanto nacionais como internacionais. Que tipo de imagens e vídeos é que estas marcas publicam? Em que medida as suas imagens e os seus vídeos estão em linha com os das outras marcas?

É muito complicado para os profissionais da sua empresa, que trabalham as suas redes sociais, conseguirem fazê-lo apenas com as fotografias de uma sessão fotográfica por ano que não teve em consideração nem sequer as temáticas anuais do calendário de publicações.

Reúna com a sua equipa de marketing digital e troquem ideias sobre os conteúdos a produzir para as redes sociais. Tome nota dos formatos necessários, por exemplo privilegie os quadrados para o Instagram e para o Facebook e o 9:16 para as Insta Stories. Se não pensar os conteúdos para as redes sociais, muito dificilmente as suas publicações irão ter o retorno desejado.

12. Acreditar que as suas publicações devem ser sempre sobre o seu produto ou serviço

Se as redes sociais servem para gerar vendas para o meu negócio online, então devo fazer todas as publicações sobre o meu produto ou serviço! Errado.

Mesmo que decida que o seu produto deve aparecer em todos os posts, faça-o corretamente: mostre como o produto se utiliza, partilhe imagens de um lifestyle associado ao seu produto, use fotografias onde o seu produto apareça a resolver um problema ou a colmatar uma necessidade.

As redes sociais são o local ideal para contar histórias em torno daquilo que a sua empresa vende. Não se limite a ser “comercial” num canal com tanta potencialidade. Em vez de tentar convencer os utilizadores a comprar os seus produtos, mostre-lhes como os seus produtos melhoram efetivamente as suas vidas.

13. Pensar que trabalhar as redes sociais de uma marca não é uma função full-time

Estamos em 2019 e muitas empresas ainda consideram que quem trabalha as redes sociais o pode fazer em meia hora ao final de um dia de trabalho. São só uns posts no Facebook, certo?

Eu comecei a trabalhar como especialista em redes sociais em 2011 na Agência Abreu e já nessa altura existia a visão de que esta é uma função full-time como qualquer outra do departamento de marketing.

Tenha em mente que este profissional tem de definir a estratégia da marca para as redes sociais, planear os conteúdos e elaborar o plano de publicações, escrever os textos para cada publicação de acordo com a rede social, escolher a imagem (ou imagens) e muitas vezes até tratar a imagem em Photoshop, analisar o desempenho das publicações e adaptar a estratégia em conformidade, planear campanhas pagas, implementar, monitorizar e otimizar as mesmas, entre outras coisas.

Sim, outras coisas como escrever artigos para o blog se a marca tiver um, planear e executar campanhas de email marketing, fazer apoio ao cliente, identificar e negociar com influenciadores, também costumam ser funções executadas por um especialista em redes sociais.

Ainda pensa que esta função pode ser desempenhada em meia hora ao final do dia?

14. Não tirar partido das redes sociais para humanizar a sua marca

Nas redes sociais as marcas e os utilizadores estão ao mesmo nível, isto é, em ambos os casos as publicações aparecem no feed de notícias, acompanhadas da fotografia de perfil, de uma imagem, vídeo ou link e de um texto (ver imagem abaixo).

Assim, uma presença nas redes sociais é uma oportunidade para as marcas se tornarem mais humanas, para falarem como pessoas com as pessoas e para permitirem que os utilizadores conversem com elas, lhes façam perguntas e digam abertamente a sua opinião.

Sem esta interação entre a marca e as pessoas, a presença nas redes sociais está a ser desperdiçada, até porque muitas vezes as pessoas têm dúvidas mas não perguntam, ou estão interessadas, mas não o dizem abertamente. Cada uma dessas interações tem o potencial de se tornar numa interação comercial, quer seja de forma imediata e impulsiva, quer seja mais à frente no tempo.

15. Não criar um plano de conteúdos mensal com o mínimo de 15 dias de antecedência

O tempo passa muito rápido e no mundo online passa ainda mais depressa. É muito importante que prepare o seu plano de conteúdos mensal com o mínimo de 15 dias de antecedência, por exemplo, em meados de março já deve ter planeado e aprovado todo o mês de abril.

A maioria das datas comerciais, dias temáticos, feriados e festividades acontecem todos os anos e mais ou menos pela mesma altura. Isto quer dizer que todos os anos não deve ficar surpreendido por planear o Dia dos Namorados no início de janeiro, ou o Dia do Pai no início de fevereiro.

Só assim conseguirá ter as redes sociais alinhadas com os objetivos de vendas, as campanhas especiais, o marketing e o email marketing.

Também desta forma terá mais tempo disponível para se dedicar a publicações de última hora, para responder rapidamente a desafios e a temas imprevistos, pois o demais conteúdo já está criado e agendado.

16. Publicar demasiado ou não publicar o suficiente

Costumo dizer que em marketing digital não há fórmulas mágicas nem verdades absolutas, no entanto, existem vários estudos que indicam qual a frequência ideal de publicações que deve fazer em cada rede social.

Muito resumidamente:

  • 1 publicação por dia no Facebook
  • 15 tweets por dia no Twitter (cerca de metade podem ser retweets)
  • 11 pins por dia no Pinterest (cerca de metade podem ser pins de outras contas)
  • 1 publicação por dia no LinkedIn
  • 1 ou 2 fotografias por dia no Instagram

No entanto, mais importante do que a frequência é a consistência. Para além do que já abordei anteriormente, de apenas criar um perfil nas redes sociais relevantes para o seu negócio, em termos de número de publicações, comprometa-se com uma frequência de publicações realista de acordo com os recursos que tem disponíveis.

17. Não contratar especialistas em redes sociais para a equipa de marketing

Este é um dos piores erros que pode cometer, pelo facto de as pessoas serem o ativo mais importante para o sucesso de um negócio. A sua equipa de ecommerce é a base com a qual vai trabalhar para alcançar os seus objetivos, por isso, não faça recrutamento de ânimo leve e não acredite que qualquer pessoa com um perfil de Facebook irá saber gerir a presença online da sua marca.

A formação de base do especialista em redes sociais pode ser jornalismo ou comunicação, pois o copy é um dos aspectos mais importantes das suas publicações e dos seus anúncios nas redes sociais.

Para além disso existem várias licenciaturas, pós-graduações e formações intensivas em marketing digital, gestão de redes sociais ou web copywriting que irão dotar os profissionais com as competências-chave para desempenhar esta função de especialista em redes sociais.

Hoje em dia muito do trabalho destes profissionais é planear, implementar e otimizar campanhas pagas em Facebook e Instagram, o que implica gerir um orçamento. Particularmente neste caso, é muito importante que recrute alguém que tenha as competências necessárias para fazer um bom trabalho.

18. Não tirar partido das perguntas frequentes para criar conteúdos para as suas redes sociais

As perguntas frequentes espelham os motivos pelos quais os seus potenciais clientes não compraram o seu produto ou serviço.

Se produzir conteúdos para as suas redes sociais que respondam de forma descomplicada às principais dúvidas dos utilizadores, poderá estar a potenciar novas vendas, pois as dificuldades e as hesitações de uns serão muitas das vezes as mesmas de outros.

Trabalhe com a sua equipa de design em infográficos que poderá partilhar no Pinterest. Fotografe tutoriais passo a passo para partilhar no Instagram. Lembre-se de criar páginas específicas no seu website (landing pages) onde irá colocar esta informação com ainda mais detalhe e para onde deverá direcionar quem quiser saber mais.

19. Não saber estar e não conhecer a linguagem escrita e visual de cada uma das diferentes redes sociais

À primeira vista as redes sociais podem parecer-lhe “todas iguais”. São plataformas onde faz publicações que depois recebem gostos, comentários ou partilhas.

Na verdade, não é bem assim. Cada rede social atrai diferentes públicos e cada rede social tem a sua linguagem própria, tanto escrita como visual.

Só no Twitter se fazem #followfridays. Mas tanto no Twitter como no Instagram se fazem #motivationmondays. E digam o que disserem, ninguém usa hashtags no Facebook (enquanto utilizador).

Em termos visuais, o Facebook e o Twitter são os locais perfeitos para publicar memes. Já o Instagram privilegia imagens de alta qualidade, de preferência sobre viagens, moda, comida ou animais.

Se pretender dizer piadas, o Twitter deve ser a sua aposta. No entanto nesta rede social tem de ter capacidade de resposta e reação muito rápidas.

Se quiser partilhar links para o seu blog, use e abuse do Facebook e do Pinterest.

Saiba o que é um retweet, uma mention, um tag ou um repost. Se não dominar a forma correta de estar em cada rede social, qualquer utilizador mais experiente irá reparar e poderá usar isso para criticar a sua marca “em público”.

20. Usar as redes sociais para falar sobre a empresa em vez de sobre aquilo que interessa ao seu público-alvo

Os seus produtos ou serviços tornam-se interessantes para os consumidores quando fazem a diferença nas suas vidas: ou porque resolvem um problema, ou porque conferem status ou porque estão na moda, os motivos são imensos. Mas há ponto em comum – o que é importante é o uso que os consumidores vão dar ao seu produto ou serviço, a diferença que vai fazer nas suas vidas.

Assim, quando pensar as suas publicações nas redes sociais procure que sejam centradas nos utilizadores, na sua comunidade. Pense nas situações da vida das pessoas nas quais o seu produto ou serviço encaixa e é relevante. Não é por não falar especificamente do seu produto nas suas publicações que estas se tornarão menos comerciais.

21. Abusar de fotografias de bancos de imagens

Os bancos de imagens existem e são um sucesso porque ajudam na grande dificuldade que as empresas têm de produzir conteúdos próprios para as suas redes sociais.

No entanto, os bancos de imagens têm um grande problema, sobretudo os gratuitos: muitas outras empresas estão a usar exatamente as mesmas fotografias que a sua empresa está a usar nas redes sociais.

Outro problema é confundir os utilizadores. Para quem é do meio, o uso de fotografias de bancos de imagens é algo comum, mas para quem não é pode gerar confusão. Por exemplo, se a sua empresa vender roupa desportiva e usar uma imagem de banco de imagens para fazer uma publicação, alguém pode perguntar como poderá comprar os produtos que os modelos estão a usar na imagem – e a sua empresa não vende aqueles produtos…

Assim, faça uso deste tipo de imagens apenas pontualmente e em contextos que não gerem confusão.

22. Usar demasiado texto ou abusar do logotipo em cima das imagens

Este é um erro clássico que todas as empresas, independentemente do tamanho ou da projeção internacional, cometem.

O Facebook tenta lutar contra este uso abusivo de texto em cima das imagens penalizando os conteúdos pagos nos quais a percentagem de texto em cima das imagens ultrapasse os 20%.

Existe uma ferramenta disponibilizada pelo Facebook, o Text Overlay Tool, na qual pode carregar a sua imagem e o Facebook dar-lhe-á uma de quatro classificações: OK, Low Medium ou High. Idealmente, todas as imagens que usa nas redes sociais deverão ter classificação OK. Ainda que com classificação Low ou Medium o Facebook permita que as use em publicidade paga, as recomendações da plataforma são de que use pouco ou nenhum texto em cima das suas imagens.

Isto inclui o logotipo. Nas redes sociais todas as suas publicações estão associadas à imagem e ao nome do seu perfil. Caso não consiga colocar o logotipo de forma contextualizada nas suas imagens, opte antes por criar uma imagem visual coerente, usando sempre a mesma paleta de cores, o mesmo tipo de imagens, ou criando um apontamento gráfico para colocar nas suas fotografias.

Repare como a imagem desta publicação tem qualquer texto ou logotipo. Mesmo assim, todos conseguimos identificar que a marca que o fez é a PROF Shoes.

23. Ser demasiado conservador e não deixar espaço para a criatividade

Tire partido das redes sociais para mostrar um lado mais criativo da sua empresa. Sabia que há mais de 161 000 pessoas interessadas em seguir um cemitério no Facebook?

Claro que isso não seria possível se esse cemitério publicasse fotografias de ramos de flores, lápides e campas ou obituários do jornal, como alguns fazem. O cemitério em questão encontrou uma narrativa, uma forma de comunicar, uma linguagem visual, que apela a esse número de pessoas. Fala do tema “morte” de forma descomplicada e com humor, sem perder o bom gosto e o bom senso.

Este é um caso extremo que uso para exemplificar que a audiência para o seu produto ou serviço existe, apenas tem de encontrar a forma correta de comunicar com ela através das redes sociais.

24. Não conhecer as tendências em redes sociais do mercado onde se insere

Praticamente todos os dias há uma novidade no mundo das redes sociais e isso vai exigir às empresas uma grande rapidez de resposta e adaptação.

É preciso que se mantenha a par das novidades e que ande informado sobre as tendências, que mudam ligeiramente conforme os mercados.

Por exemplo, o boom do Snapchat fez com que tanto o Instagram como o Facebook adotassem as stories. E isso fez com que as imagens, que já tinham passado da orientação horizontal para a quadrada, começassem a ser cada vez mais verticais.

Isto exige que as empresas comecem a adaptar os seus conteúdos para as redes sociais para esta abordagem vertical às imagens. Por isso é importante conhecer as tendências, para não ser o último a tirar partido das mesmas.

Lembre-se sempre que Facebook e Instagram privilegiam os mais rápidos a adotar os seus novos formatos.

25. Desconhecer o que faz a sua concorrência

Através da análise do que a sua concorrência faz nas redes sociais poderá aprender muito, tanto poderá ser o que fazer como o que não fazer.

Analisar a concorrência não significa copiar o que a sua concorrência faz, mas antes aprender com os pontos fortes da sua comunicação, mas também com os seus erros.

Lembre-se de um pormenor importante: nas redes sociais a sua concorrência não são as marcas que vendem os mesmo tipo de produtos ou serviços que vende a sua marca. São todas as marcas que estão a comunicar para o seu público-alvo.

Todas as empresas, organizações e celebridades que estão a fazer publicações e a promovê-las para serem exibidas ao seu público-alvo estão a competir consigo pela atenção daqueles utilizadores. O seu desafio é ser interessante o suficiente para se destacar no meio de toda esta informação que bombardeia os utilizadores constantemente.

26. Tentar aproveitar-se de temas polémicos

As redes sociais têm os seus próprios temas virais, como foi há pouco tempo o #10yearchallenge e há bastante tempo o Harlem Shake ou o Ice Bucket Challenge.

Estes temas virais permitem às marcas, sendo rápidas a reagir, juntarem-se à conversa de uma comunidade por vezes mundial, numa tentativa de verem os seus conteúdos próprios a tornar-se um pouco virais. E muitas vezes resulta!

No entanto, não recomendo que faça uso de temas “polémicos” para chamar a atenção para a sua empresa. Por exemplo, fazer publicações sobre os bombeiros durante um incêndio trágico, para receber muitos gostos na sua publicação.

Considere aquilo que mencionei nos primeiros dois pontos deste artigo: onde é que essa comunicação se insere na sua estratégia e qual é o objetivo, o que pretende alcançar com essa publicação?

27. Não ter uma política de atendimento ao cliente nas redes sociais bem definida

Os seus clientes, caso fiquem descontentes com o seu produto ou serviço, têm nas redes sociais uma forma de reclamar que é pública: fazendo comentários negativos nas suas publicações, fazendo uma má review na sua página de Facebook, ou uma publicação desagradável no seu mural, caso o tenha aberto.

Por isso é necessário que defina num documento escrito, como será feito o apoio aos seus clientes através das redes sociais: quem fica responsável por responder, em que horários, criar templates de resposta para garantir que se mantém o tom da marca, em que situações o assunto deve ser escalado para as chefias.

Leia mais sobre “Atendimento ao cliente nas redes sociais para ecommerce“.

28. Não ser genuíno e transparente na sua presença nas redes sociais

Se a sua marca quer tirar partido das vantagens das redes sociais, prepare-se para ser genuína e até mesmo, transparente.

Mais do que nunca é importante utilizar as suas redes sociais para mostrar a cultura da sua empresa, quem são os seus colaboradores, o que os inspira e motiva, basicamente, porque fazem o que fazem, todos os dias.

Uma boa notícia para se tornar viral tem mesmo de ser incrível, mas uma notícia negativa, uma reclamação ou uma mentira, tornam-se virais num instante.

Use as redes sociais para vender mais online, mas também para cativar colaboradores com talento para a sua empresa, ou para interagir com os seus clientes e fãs mais leais, premiando-os e mantendo-os interessados em consumir mais conteúdos seus.

Se o fizer de forma genuína verá como os resultados alcançados serão ainda melhores.

29. Não tirar partido das imagens quadradas ou até mesmo verticais

Com certeza já ouvir milhares de vezes a expressão “mobile first”. Isto apenas significa que deve pensar os seus conteúdos para serem consumidos no telemóvel: quando as pessoas à sua volta estão todas agarradas ao telemóvel, muitas delas estarão nas redes sociais.

Qual é a melhor forma de garantir mais atenção para os seus posts de imagem no Facebook? Usando uma imagem vertical, pois dessa forma irá ocupar quase todo o ecrã quando os utilizadores estiverem a ver o seu conteúdo. Se não forem verticais, as suas imagens devem pelo menos ser quadradas. É a forma mais eficaz de “empurrar” os conteúdos das outras marcas para fora do ecrã quando alguém estiver a ver a sua publicação.

30. Não utilizar o conteúdo gerado pelos utilizadores (UGC) nas suas redes sociais

Cada vez mais os utilizadores das redes sociais são também produtores de conteúdos, sobretudo os utilizadores mais novos.

Muitos deles tiram fotografias que partilham nos seus perfis, identificando as marcas que estão a usar, de forma a chamar a sua atenção e na expectativa de verem as suas fotografias partilhadas por essas marcas para uma audiência maior, ou diferente, afirmando-se assim como micro influenciadores.

Os conteúdos criados pelos utilizadores são mais genuínos, mais autênticos e portanto, mais credíveis (na maioria dos casos). Mostram também à marca e à comunidade como o seu produto é utilizado, em que contextos, por que pessoas, e como se sentem ao utilizá-lo.

Assim, para além de colmatar a necessidade das marcas de produzir conteúdos, este tipo de publicações também ensina à marca mais sobre os seus clientes.

Uma das minhas marcas favoritas a fazer esta utilização do UGC é uma organização de turismo do Dubai, através do Instagram MyDubai, uma biografia fotográfica feita por todos aqueles que lá vivem ou que por lá passam em viagem.

A população do Dubai conhece este Instagram e todos dão o seu melhor nas fotografias que tiram para serem destacados pela marca no seu perfil através de um repost – objetivo esse que cumpri com distinção antes de regressar a Portugal 😉


Sónia Costa
Sónia Costa

Social Media & Digital Marketing Consultant